Na década de 1960, Jorge Lettry, chefe do departamento de competição da DKW-Vemag, precisava de um esportivo leve, capaz de enfrentar o Willys Interlagos. Com ajuda de Milton Masteguin e de Mário César "Marinho" de Camargo Filho (este último piloto da equipe), Lettry contatou o projetista Genaro "Rino" Malzoni. Este já havia criado um esportivo com mecânica Vemag, mas ainda era muito pesado. A solução foi utilizar carroceria de fibra de vidro. Nascia assim o GT Malzoni, vencedor de várias provas entre 1964-65.
Logo depois foi criada a Sociedade de Automóveis Lumimari (o nome vinha das iniciais dos sócios: Luiz Roberto Alves da Costa, Milton Masteguin, Mário César de Camargo Filho e Rino Malzoni) para produzir o GT Malzoni em série. Pouco depois, Marinho saiu da sociedade, sendo substituído por Lettry, que mudou o nome da empresa para Puma Veículos e Motores Ltda. O primeiro Puma, projetado por Anísio dos Campos e com mecânica DKW, foi apresentado no Salão do Automóvel de 1966. Dois anos depois, surgia um novo modelo, o Puma GT, com mecânica Volkswagen e carrocerias cupê e conversível. Em 1972, era apresentado o GTO, com motor seis cilindros do Chevrolet Opala.
Mas a Puma já acumulava dívidas e problemas: um lote de 200 carros exportados para os EUA foi devolvido por não atender às normas de segurança daquele país, maculando a imagem da marca. Para piorar, a fábrica sofreu uma inundação e um incêndio. E a produção despencou: de 3.042 carros feitos em 1980 para 471 em 1982, pedindo concordata em 1985. A empresa foi comprada pela Araucária Veículos, do empresário curitibano Rubens Maluf, que também não foi feliz nessa nova empreitada. Em 1987, a Puma era repassada para Alfa Metais Veículos do empresário Níveo de Lima. Na década de 1990, a Puma (e quase todos os fabricantes fora-de-série) sofre com a forte concorrência dos importados. Agonizante, a Puma veio a falecer logo após a morte de seu proprietário em 1993. Era o triste fim do mais famoso esportivo brasileiro. |